Segurança da Informação: resumão

Todo o conteúdo do semestre em um só lugar: ativos e ameaças, os 6 pilares, mecanismos de proteção, ameaças virtuais e crimes na internet. No final tem um simulado com 50 questões (ou 30 no modo rápido).

0 de 9 módulos estudados
Módulo 1

Fundamentos: ativos, riscos e ameaças

Segurança da Informação é a proteção de dados contra acessos não autorizados, falhas e vazamentos. Para entender como proteger, primeiro precisamos saber o que proteger e do que.

Como as peças se encaixam

⚠️ Ameaçao que pode causar dano
explora →
🕳️ Vulnerabilidadea brecha, o ponto fraco
atinge →
💎 Ativoo que tem valor
=
🎲 Riscoa incerteza do resultado

Risco = Evento + Probabilidade + Impacto

💎 Ativos

Bens tangíveis e intangíveis que têm valor para uma empresa.

  • Tangíveis (dá pra tocar): computadores, servidores, documentos.
  • Intangíveis: dados, softwares, propriedade intelectual.

Proteger ativos evita perdas financeiras, vazamento de informações e violações de conformidade.

Medidas: backups, criptografia, controle de acesso, contratos etc.

🎲 Risco

A incerteza sobre um evento futuro que pode impactar um objetivo negativa OU positivamente.

  • Evento: algo que pode acontecer.
  • Probabilidade: chance de ocorrer.
  • Impacto: consequências se ocorrer.

Ex.: atraso na entrega de um software por falta de recursos; flutuações do mercado afetando investimentos.

⚠️ Ameaça

Qualquer fator que pode causar danos ou prejuízos a um sistema, organização ou projeto. Ligada a riscos negativos; pode ser interna ou externa. Compromete a integridade, confidencialidade ou disponibilidade.

  • Humanas (intencionais ou não): ataques cibernéticos (phishing, ransomware, espionagem) e funcionários desatentos (senhas fracas, compartilhamento indevido).
  • Não humanas: falha de hardware/software, desastres naturais, quedas de energia.

🕳️ Vulnerabilidade

Brechas exploradas por ameaças para comprometer um sistema.

  • Técnicas: software desatualizado, falhas de configuração.
  • Organizacionais: falta de treinamento, permissões excessivas.
  • Físicas: falta de controle de acesso, dispositivos desprotegidos.
🌱 Oportunidade = o “risco do bem” Situação favorável que pode gerar benefícios; também envolve risco, mas com impacto positivo. Ex.: adotar novas tecnologias para melhorar a produtividade; expandir para um mercado com demanda crescente.
Tipo de riscoNomeO que fazer
NegativoAmeaçaMitigar, eliminar ou aceitar
PositivoOportunidadeAproveitar para maximizar benefícios
Módulo 2

Tipos de hackers (os “chapéus”)

A cor do chapéu indica a motivação e se existe permissão para invadir.

🎩

Black Hat

Sem permissão · Ganho próprio

Exploram vulnerabilidades para benefício próprio: roubo de dados, invasão de sistemas, distribuição de malware.

🤍

White Hat

Com permissão · Hacker ético

Invadem sistemas com autorização da organização para achar pontos fracos e corrigi-los, fortalecendo a segurança.

🩶

Gray Hat

Sem permissão · Sem intenção criminosa

Invadem sem consentimento, mas quando acham falhas denunciam em vez de explorar. Porém, podem cobrar para revelar todos os detalhes.

🟣

Dark Hat

Transita entre ético e antiético

Ficam entre as práticas éticas e antiéticas. Ex.: descobre uma vulnerabilidade e a explora antes de relatar.

💡 Macete Gray denuncia (mas pode cobrar) · Dark explora primeiro, relata depois · White tem permissão · Black quer lucro.
Módulo 3

Os 6 pilares da Segurança da Informação

A base de toda estratégia de segurança. Os três clássicos são a tríade CID (Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade); os outros três completam o modelo. Clique em cada pilar:

🎮 Treino rápido: qual pilar está em jogo?

Módulo 4

Mecanismos de segurança

Ferramentas e práticas usadas para garantir os pilares. Atenção: nem todos dependem só de tecnologia (política de segurança, notificação de incidentes e conscientização também contam).

🌐 Segurança de rede

MecanismoO que faz
FirewallControla o tráfego da rede (o que entra e sai) e evita acessos não autorizados.
Listas de Acesso (ACL)Regras que dizem quem/qual endereço pode ou não acessar determinado recurso da rede.
DMZ“Zona desmilitarizada”: área da rede que isola os servidores expostos à internet (site, e-mail) da rede interna.
CriptografiaEmbaralha os dados para que só quem tem a chave consiga ler. Protege dados em trânsito e armazenados.
Hash“Impressão digital” de um dado. Se o dado mudar, o hash muda → valida a integridade.
IDSSistema de Detecção de Intrusões: monitora a rede e alerta sobre atividades suspeitas.
VPNRede Privada Virtual: cria um “túnel” criptografado e privado pela internet.

🛡️ Mecanismos gerais

🔑 Criptografia

Protege dados sensíveis em trânsito e armazenamento.

🧱 Firewalls

Controlam o tráfego de rede e evitam acessos não autorizados.

📲 Autenticação Multifator (MFA)

Camadas extras além da senha (ex.: código por SMS, app, biometria).

👤 Gestão de acessos

Privilégio mínimo: cada usuário só acessa o que precisa para trabalhar.

👁️ Monitoramento

Ferramentas que analisam atividades suspeitas.

💾 Backup e recuperação

Estratégias para evitar perda de informações.

🔒 VPNs e redes seguras

Garantem conexões criptografadas e privadas.

📜 Política de segurança

Regras bem definidas sobre o uso da informação na organização.

📝 Certificação e assinatura digital

Comprovam identidade e autoria (autenticidade e não repúdio).

Outros citados nos slides: Notificação de incidentes e abusosContas e senhasRegistro de eventos (logs)Ferramentas antimalwareFiltro antispamControle de acesso

Conclusão do professor Segurança deve ser prioridade na empresa e na vida pessoal; investir em conscientização reduz riscos significativamente; implementar boas práticas baseadas nos 6 pilares.
Módulo 5

Ameaças virtuais: Malware

Ameaças virtuais são fatores que colocam em risco a segurança da informação, ou seja, a integridade, confidencialidade e disponibilidade dos dados.

Malware (malicious software) é qualquer software feito para danificar dispositivos, roubar dados ou causar danos a pessoas. Geralmente criado por grupos de hackers em busca de dinheiro (espalhando o malware ou leiloando na Dark Web), mas também usado como protesto, teste de segurança ou arma de guerra entre governos.

🦠 Vírus precisa de hospedeiro, se copia

Programa ou pedaço de código carregado no computador sem o seu conhecimento. Alguns são só irritantes, mas a maioria é destrutiva e feita para infectar e controlar sistemas vulneráveis. Espalha-se criando cópias de si mesmo, como um vírus biológico.

🪱 Worm se espalha sozinho pela rede

Infecta redes inteiras de dispositivos (locais ou pela internet) usando as interfaces de rede. Usa cada máquina infectada para infectar outras.

🐴 Cavalo de Troia (Trojan) se disfarça de programa legítimo

Finge ser um software legítimo ou se esconde em um software original que foi violado. Age discretamente e cria “portas dos fundos” (backdoors) para permitir a entrada de outros malwares.

🕵️ Spyware espiona e é difícil de detectar

Coleta informações sobre seus hábitos online, histórico de navegação ou dados pessoais (como cartão de crédito) e envia a terceiros sem você saber.

  • Keylogger: monitora as teclas digitadas.
  • Rootkit: esconde-se profundamente no sistema para manter acesso oculto.
  • Web beacons: pequenos elementos invisíveis em páginas/e-mails que rastreiam o usuário.
📢 Adware propaganda agressiva

Não é maligno por natureza, mas softwares agressivos de publicidade podem minar a segurança só para exibir anúncios e servir de porta de entrada para outros malwares. (E pop-ups são irritantes!)

🤖 Botnet “exército de zumbis”

Bot network (rede de robôs): muitos computadores infectados que obedecem aos comandos do hacker. Usada para enviar spam ou vírus, roubar dados e fazer ataques DDoS. Uma das maiores ameaças on-line atuais.

🔐 Ransomware “sequestro” de dados

Ransom (resgate) + malware. Instala-se no sistema e restringe o acesso a dados e programas, cobrando um resgate (geralmente em bitcoins) para devolver. O valor pode passar de US$ 1.000 por máquina. Exemplo famoso: WannaCry (2017).

Como começa: e-mail com anexo ou link malicioso, ou pop-up dizendo que o PC está infectado e mandando clicar no link.

Criptográfico

Criptografa o HD inteiro e cobra pela chave.

Lock-screen

Trava a tela; às vezes finge ser um órgão do governo cobrando multa.

Scareware

Diz falsamente que o PC tem problemas e cobra para “resolver”. O PC continua funcionando, mas com alertas e programas bloqueados.

Ataques de ransomware por ano:

269 mil
2014
362 mil
2015
463 mil
2016
Prevenção é tudo Depois de bloqueado, é muito difícil remover (o usuário nem acessa o sistema). Mantenha o antivírus atualizado e com buscas regulares, ative o firewall, tenha backup atualizado, não clique em links de SPAM, desconfie até de links “de amigos”, não baixe torrents suspeitos.
🧯 Como se proteger de malware
  • Não confie em estranhos: a engenharia social (e-mails estranhos, alertas inesperados, perfis falsos) é a principal forma de entrega.
  • Confira seus downloads: veja se o provedor é confiável e leia as avaliações.
  • Use bloqueador de anúncios: banners e pop-ups podem infectar.
  • Cuidado por onde navega: prefira sites grandes e de boa reputação.
Módulo 6

Phishing e engenharia social

Phishing (“pescaria”) é enganar a vítima para que ela revele dados pessoais (senhas, cartão, CPF, conta bancária) através de e-mails falsos ou sites falsos. Faz parte da engenharia social: a manipulação de emoções para obter acesso a dados sigilosos.

Lembre-se Bancos reais e órgãos governamentais nunca pedem que você confirme informações confidenciais.
TipoCanal / como funciona
Phishing clássicoE-mails, mensageiros e páginas que imitam bancos e instituições.
SmishingPhishing por SMS. Ex.: em 2018 criminosos usaram SMS para roubar caixas eletrônicos em operações sem cartão.
Vishing (voice phishing)Por telefone: golpista finge ser “seu banco”. Existe desde os anos 1990; hoje até bots/robôs ligam.
Burlar OTPOTP (One-Time Password) é o código de uso único da autenticação em dois fatores, geralmente por SMS. Criminosos criaram truques de phishing para contorná-lo.
Attachment-basedAnexo falso (muitas vezes um .pdf que é só uma imagem com link) ou HTML disfarçado de formulário do banco que abre uma página de phishing.
PharmingMalware altera o arquivo “hosts” do computador: você digita o endereço certo, mas é redirecionado ao site falso (correspondência errada entre IP e domínio).
🤖 Aprendizado de máquina a serviço do crime Chega um e-mail de um contato seu, com assunto que te interessa e um .pdf anexo. Ao clicar, abre uma “página do Google” pedindo login. O endereço parece confiável, mas é algo como data:text/html,https://accounts.google.com. Na verdade: a página é phishing, o .pdf é uma imagem com link e o remetente/assunto vieram de uma máquina hackeada de um contato.

📈 Números

Casos de phishing saltaram 64,5% em dois meses no Brasil: 5.297 casos únicos de 01/04 a 30/06 (relatório da Axur).

Setores mais afetados: e-commerce e financeiro (no 1º trimestre haviam sido SaaS e Webmail).

✅ Como se prevenir

  • Não responda links em e-mails não solicitados ou no Facebook.
  • Não abra anexos que você não pediu.
  • Proteja suas senhas e não as revele a ninguém.
  • Não forneça dados confidenciais por telefone, pessoalmente ou e-mail.
  • Verifique a URL: erro de grafia ou domínio diferente (.com quando deveria ser .gov).
  • Mantenha o navegador atualizado.
Módulo 7

Crimes virtuais mais comuns

A internet trouxe facilidades (compras, pagamentos, comunicação), mas também novos problemas: fraudes bancárias, desvios de dinheiro, pornografia infantil e outros crimes. Isso obrigou governos a revisar leis e criar mecanismos de investigação e punição.

Outras ameaças listadas: deepfake, vírus, ameaças em dispositivos móveis, cyberbullying, vazamento de dados, phishing e engenharia social, golpes com dados pessoais, fake news, ataques financeiros, ataques a IoT, ransomware, clonagem de chips, ataques a perfis com senhas fracas, roubo de identidade, DDoS, worms, trojan, spyware.

CrimeComo aconteceO que fazer
Furto de dadosPáginas atrativas com “vantagens” no link. Dá acesso a contas e cartões; fotos podem ser usadas para extorsão.Não clique em spam/promoções; não instale apps desconhecidos. Se vítima: ligue ao banco para bloquear, depois faça Boletim de Ocorrência.
Compras fraudulentasComprar e não receber, em lojas virtuais fantasmas.Pesquise reclamações, confira se o telefone é real, guarde todos os comprovantes.
Calúnia, difamação e injúriaCrimes contra a honra nas redes: sujeitos a multa e até detenção, como na vida real.Salve provas (print), registre BO; pode caber ação por danos morais.
PedofiliaCompartilhamento de material de abuso de menores; aliciamento pelo anonimato. Também há divulgação não permitida de nudez de maiores de 18.Denunciar (BO ou delegacia especializada), tanto a página quanto quem divulgou.

📱 Golpes no WhatsApp

Promoção falsa (Faber-Castell)

Falsa “amostra grátis” de material escolar na volta às aulas, pedindo para indicar 5 amigos. Objetivo: roubar dados pessoais. Mais de 560 mil acessos ao link (dados da Kaspersky).

Número clonado

Clonagem de chip: o golpista liga para a operadora fingindo ter perdido o celular, ativa o número em outro chip, instala o WhatsApp e pede dinheiro aos contatos. Não quebra a segurança do WhatsApp, explora a verificação de identidade das operadoras.

🛡️ Proteção Ative a verificação em duas etapas (PIN de 6 dígitos): sem ele, o criminoso não entra mesmo com o chip clonado. Se um amigo pedir dinheiro, ligue para ele e confirme por voz.
Módulo 8

Fake News e Deepfake

📰 Fake News

Notícias falsas publicadas como se fossem reais, para legitimar um ponto de vista ou prejudicar uma pessoa ou grupo (geralmente figuras públicas).

  • Grande poder viral: apelam ao emocional.
  • Mais persuasivas em populações com menor escolaridade que se informam por redes sociais, mas atingem todos (muitas vezes por viés político).
  • Em 2018 dominaram a corrida eleitoral.
  • As pessoas compartilham o que confirma suas convicções, sem checar.

🔎 Como reconhecer

  • Manchete polêmica, curiosa.
  • Não há fontes mencionadas.
  • Não foi publicada em outros veículos.
  • Use sites/agências de checagem.

Cuidado também com falsas ofertas no WhatsApp em datas especiais (Carnaval, Black Friday, Dia dos Namorados...).

⚖️ Enquadramento legal Fake news podem ser calúnia, difamação ou injúria (crimes contra a honra), e também ameaça, racismo, preconceito, homofobia, misoginia, assédio... Muitas vezes não se encaixam em um crime definido. Há projeto de lei para alterar o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) responsabilizando provedores por perfis falsos e fake news.

🧭 Fato ou boato? Faça o teste antes de compartilhar

🎭 Deepfake

Inteligência artificial usada para fazer montagens substituindo rostos e vozes em vídeos realistas (famosos e políticos). Consegue enganar humanos e até sistemas de defesa.

O termo surgiu em dezembro de 2017, com um usuário do Reddit chamado “deepfake” que usava deep learning para colocar rostos de famosas em vídeos.

Deep Learning é um tipo de Machine Learning: em vez de seguir equações predefinidas, o computador aprende sozinho reconhecendo padrões em várias camadas de processamento (fala, imagem, previsões).

Proteção: evite compartilhar vídeos pessoais com desconhecidos ou publicamente. Se for vítima, reúna as informações e procure um advogado ou a Defensoria Pública.

Módulo 9

Bullying e Cyberbullying

Bullying

Não tem conceito único; envolve dano moral e ações como denegrir, violentar, agredir e destruir a estrutura psíquica de alguém, sem motivação e de forma repetida.

  • ABRAPIA: colocar apelidos, humilhar, fazer sofrer, excluir, amedrontar.
  • Dan Olweus: as agressões são repetitivas.
  • Barbosa Silva: comportamento agressivo, cruel, proposital e sistemático.
  • Gabriel: 3 formas básicas: emocional, verbal e física.

Cyberbullying

Bullying por mídias digitais: constranger, amedrontar, ridicularizar e humilhar alguém (conhecido ou não) por posts, sites, blogs, e-mail, SMS.

  • Mensagens cruéis ou ameaças por e-mail/celular.
  • Espalhar rumores cruéis on-line.
  • Divulgar fotos íntimas ou dados privados.
  • Invadir a conta de alguém e postar se passando por ela.
  • Simular a identidade de outra pessoa para prejudicar alguém.
Por que pode ser pior que o bullying? Mesmo sem agressão física, o conteúdo fica disponível por muito tempo na rede e se espalha: a violência se torna atemporal, com graves danos psicológicos à vítima.
Hora de treinar

📝 Simulado

50 questões de todo o conteúdo, incluindo comparações entre conceitos parecidos e casos práticos. A ordem muda a cada tentativa, cada resposta mostra na hora se está certa e o porquê, e no final você vê a nota por assunto.